Um porta-voz do exército israelense afirmou nesta quarta-feira (8) que a área ao sul do rio Litani está “desconectada do Líbano” e que as operações para mantê-la desmilitarizada continuam.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou durante a madrugada que o cessar-fogo que suspendeu a guerra de seis semanas entre EUA e Israel contra o Irã não se aplica ao Líbano. Os militares israelenses afirmaram que as operações contra o Hezbollah continuarão na região.
O serviço de defesa civil do Líbano informou que 254 pessoas morreram nos ataques israelenses realizados em todo o país nesta quarta. Desde o início da campanha aérea e terrestre de Israel no Líbano, mais de 1.500 pessoas morreram, incluindo mais de 130 crianças e mais de 100 mulheres, desde 2 de março, quando o Hezbollah começou a lançar foguetes contra Israel em solidariedade a Teerã.
Israel emitiu ordens de remoção que abrangem cerca de 15% do território libanês, principalmente no sul e nos subúrbios ao sul de Beirute. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas, de acordo com as autoridades libanesas.
Em um discurso nesta quarta-feira (8), Netanyahu afirmou que Israel tem mais objetivos a conquistar contra o Irã e pretende alcançá-los por meio de um acordo ou da retomada dos combates. “Estamos preparados para retornar ao combate a qualquer momento necessário. Estamos prontos para a ação”, alertou o premiê.
Netanyahu destacou que a pausa nos combates, acordada entre os Estados Unidos e o Irã, entrou em vigor “em plena coordenação com Israel” e que seu país não foi pego de surpresa. Ele insistiu que a medida não significa o fim da campanha contra o Irã, afirmando que “o Irã entra nessas negociações derrotado, mais fraco do que nunca”.
O primeiro-ministro alegou que Israel destruiu a indústria militar iraniana e que removerá o urânio enriquecido do país – seja por meio de um acordo ou pela retomada dos combates. Ele ressaltou que o cessar-fogo não inclui os ataques contra o Hezbollah no Líbano.


