O fim da janela partidária, que se encerra nesta sexta-feira (3), trouxe mudanças significativas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Com a alteração, o PSD, liderado por Gilberto Kassab, passa a ter a terceira maior bancada da Casa, enquanto o PSDB reduz sua representação de 8 para 2 deputados, caindo da quarta para a décima posição.
As mudanças ocorrem em um contexto de preparação para as eleições de outubro. O PL e os Republicanos, partidos da base governista de Tarcísio de Freitas, ganham dois deputados cada um. Por outro lado, partidos como Cidadania, PDT e Rede perdem seus representantes na Alesp.
O PSD saltou de 4 para 11 parlamentares, com a inclusão de Barros Munhoz, ex-tucano que agora integra a Mesa Diretora. Kassab deixou o governo de Tarcísio há uma semana, mas sua estratégia de captação de deputados foi bem-sucedida.
Na Alesp, 82% dos 94 parlamentares são pré-candidatos à reeleição. Outros 12% pretendem concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto 5% ainda não decidiram. O presidente da Casa, André do Prado, também está entre os indecisos.
Além disso, o deputado Rafael Silva (PSD) deve se aposentar após 32 anos de atuação na Alesp. Na Câmara Municipal, 35% dos vereadores planejam se candidatar, sendo 16% para deputado federal e 13% para deputado estadual.
Os secretários de governo e prefeituras têm até sábado (4) para se desincompatibilizar, caso queiram concorrer. Na manhã de quarta-feira (1º), oito secretários deixaram a gestão de Ricardo Nunes (MDB) para se candidatar. Entre eles, Sidney Cruz retorna à Câmara, enquanto Paulo Frange assume a Secretaria da Casa Civil.
O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) informa que as candidaturas serão definidas durante as convenções partidárias, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, e no prazo de registro de candidaturas, até 15 de agosto.

