A Fitch Ratings divulgou um relatório nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, indicando que as perspectivas de risco de crédito dos Estados Unidos se deterioraram no início do segundo trimestre do ano. Os principais fatores citados são a guerra contra o Irã e a disrupção de software impulsionada por inteligência artificial.
A agência alerta que um cenário de guerra prolongada pode resultar em efeitos macroeconômicos negativos, incluindo inflação mais alta, salários mais baixos, condições financeiras mais restritivas e um enfraquecimento da demanda. A Fitch estima que a inflação elevada complicaria a trajetória de juros do Federal Reserve, atrasando os cortes de juros esperados.
O relatório projeta que os preços do petróleo devem se manter em média a US$ 100 por barril em 2026, o que resultaria em um crescimento do PIB dos Estados Unidos de apenas 1,5%, cerca de 0,7 ponto porcentual abaixo do cenário-base. O impacto mais severo seria sentido no quarto trimestre de 2026, com o crescimento caindo para apenas 0,6% anualmente, em comparação com 1,8% na projeção de referência publicada em março.
A disrupção de software impulsionada por inteligência artificial também é apontada como um fator de risco, afetando o crédito corporativo, mercados privados e finanças estruturadas. Embora as taxas de inadimplência estejam contidas a curto prazo, os riscos de refinanciamento estão aumentando, especialmente porque os vencimentos de dívida de tomadores alavancados estão concentrados entre 2028 e 2031.
Por outro lado, a Fitch observa que os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial continuam a sustentar o investimento fixo privado e a atividade nos mercados de capitais.


