O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) estão focando em iniciativas voltadas ao eleitorado feminino em meio à disputa pelo Palácio do Planalto. O movimento visa ampliar o apoio entre as mulheres, um público considerado estratégico nas eleições.
Nas eleições de 2022, o voto feminino foi crucial para a vitória de Lula. Contudo, o alcance do presidente a esse público enfrenta desafios devido ao aumento da violência contra as mulheres no Brasil, que registrou um número recorde de feminicídios em 2025. Flávio e o PL pretendem usar essa situação em sua estratégia de campanha.
Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem adotado uma postura “antifeminicídio” e de defesa das mulheres em seus discursos. Durante uma manifestação em março, afirmou que as mulheres “eram protegidas” no governo Bolsonaro e que serão “abraçadas” por sua gestão, caso seja eleito.
O senador também critica o governo petista, apontando que Lula, apesar de defender a maior participação feminina, indicou apenas homens para cargos no TCU e no STF. Recentemente, Flávio fez o PL indicar a deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) para uma vaga no TCU, abandonando a candidatura do deputado Hélio Lopes.
Flávio declarou apoio a Soraya por ser mulher e criticou a falta de representatividade feminina no TCU, onde atualmente não há mulheres. Ele também criticou o PT por não cumprir promessas de aumentar a presença feminina em posições de poder.
Enquanto isso, Lula sancionou um pacote de projetos para enfrentar a violência contra as mulheres, incluindo a lei que determina o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores em casos de risco. O governo também lançou o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que visa integrar ações de proteção às vítimas.
Lula tem enfrentado críticas pela falta de representatividade feminina em seu governo, apesar de ter nomeado 11 mulheres para ministérios no início de seu mandato. No entanto, três delas foram substituídas por homens. O presidente também indicou apenas homens para cadeiras no STF.
Por sua vez, Caiado também busca apoio do eleitorado feminino e considera ter uma mulher como vice em sua chapa. Ele pretende ressaltar sua gestão como governador de Goiás, destacando ações no combate à violência contra as mulheres. Em vídeos de campanha, ele se posiciona como alguém de “mão pesada” contra agressores, afirmando que Goiás é o estado que mais reduziu o número de feminicídios.

