Os chefes do FMI (Fundo Monetário Internacional), da AIE (Agência Internacional de Energia) e do Grupo Banco Mundial anunciaram nesta quarta-feira (1) a formação de um grupo de coordenação. O objetivo é maximizar a resposta de suas instituições aos impactos energéticos e econômicos da guerra no Oriente Médio.
Em uma declaração conjunta, as organizações se comprometeram a avaliar a gravidade dos impactos entre países e regiões por meio do compartilhamento de dados. Além disso, irão coordenar um mecanismo de resposta, que pode incluir aconselhamento político direcionado e financiamento, e mobilizar partes interessadas relevantes, incluindo outros parceiros multilaterais.
“Nestes tempos de alta incerteza, é fundamental que nossas instituições unam forças para monitorar os desenvolvimentos, alinhar análises e coordenar o apoio aos formuladores de políticas para navegar nesta crise”, afirmou a declaração.
As instituições destacaram que a guerra no Oriente Médio causou grandes interrupções nas vidas e meios de subsistência na região, desencadeando uma das maiores escassezes de fornecimento na história do mercado global de energia. Essa situação afeta desproporcionalmente os importadores de petróleo, especialmente os países de baixa renda.
“Estamos comprometidos em trabalhar juntos para salvaguardar a estabilidade econômica e financeira global, fortalecer a segurança energética e apoiar os países e pessoas afetadas em seu caminho para uma recuperação sustentada, crescimento e criação de empregos por meio de reformas”, concluiu a nota.

