Um funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) é suspeito de matar o chefe a tiros dentro da casa da vítima, em Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais, na terça-feira (7).
A vítima foi identificada como José Wilson de Oliveira, de 60 anos, chefe de setor do Saae, onde trabalhava há mais de 15 anos. O suspeito, Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, é operador de máquinas e subordinado da vítima, também com mais de 15 anos de serviço na autarquia.
De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, o crime foi motivado por um desentendimento no trabalho. Horas antes do homicídio, Sinésio recebeu uma advertência formal aplicada por José Wilson, se recusou a assinar o documento e foi suspenso por três dias.
Após o expediente, Sinésio foi até a casa de José Wilson, chamou-o no portão, entrou no quintal e disparou. A esposa da vítima estava presente no momento do crime. Após atirar, o suspeito teria dito:
“”Tá bom só esse ou quer mais um?””
José Wilson foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o homicídio, Sinésio fugiu da cidade com apoio de familiares, utilizando diferentes veículos. Ele foi localizado e preso no mesmo dia, em Pedra do Indaiá, durante a fuga. Sinésio estava acompanhado de outro homem, que foi ouvido e liberado pela polícia.
O revólver calibre .32 utilizado no crime foi encontrado enterrado perto de um silo, após o próprio suspeito indicar o local onde havia escondido a arma. A Polícia Federal foi contatada para verificar se o suspeito tinha registro da arma, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.
A prisão em flagrante de Sinésio foi convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (9). A Justiça decidiu mantê-lo preso devido à gravidade do crime, indícios de autoria e risco de fuga.
A Polícia Civil continua a investigação, apurando todos os detalhes, incluindo a possível participação de outras pessoas na fuga e a dinâmica do crime.

