O Governo do Distrito Federal (GDF) tem até 28 de maio para adquirir ações do Banco de Brasília (BRB) após a aprovação de aumento de capital pela instituição. O GDF, controlador do banco, atualmente possui 53,71% de participação.
O aumento de capital, aprovado pelo Conselho de Administração do BRB, garante aos acionistas atuais, incluindo o GDF, o direito de preferência para subscrever as novas ações emitidas, entre 29 de abril e 28 de maio de 2026. O preço das ações foi fixado em R$ 5,36, superior à cotação de mercado, que na última quinta-feira (23) foi de R$ 4,99.
Fontes consultadas indicam que a participação acionária do GDF no BRB tende a aumentar com o novo capital social do banco. Contudo, o percentual exato ainda é incerto, dependendo da dinâmica de exercício dos demais acionistas.
Para manter sua participação, o GDF precisará realizar um aporte no banco, que pode variar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, considerando a subscrição máxima das ações. O BRB esclareceu que o direito de subscrição é prioritário, mas não obrigatório.
““O acionista pode optar por subscrever a totalidade das ações a que tem direito, preservando sua participação societária, ou adquirir apenas parte delas”, informou o BRB.”
A proposta de aumento de capital do BRB visa elevar o capital do banco em até R$ 8,8 bilhões. Com a subscrição mínima, o capital social subirá para R$ 2,88 bilhões, enquanto a subscrição máxima elevará o total para R$ 11,16 bilhões, comparado ao capital atual de R$ 2,344 bilhões.
A oferta de ações será realizada por subscrição privada, permitindo apenas a compra por acionistas existentes. O aumento de capital é uma medida para reforçar a estrutura de capital do BRB e melhorar seus indicadores patrimoniais.
A assembleia geral extraordinária, inicialmente prevista para março, foi cancelada devido a questionamentos judiciais sobre um projeto de lei que previa o uso de imóveis do governo como garantia para o BRB. A expectativa é que o balanço do BRB referente ao exercício de 2025 seja divulgado em 29 de maio.
O GDF solicitou ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB, com garantias que podem incluir hipotecas de bens públicos e participações acionárias de empresas do DF. Recentemente, o desembargador Rômulo de Araújo Mendes suspendeu trechos da lei que autorizavam o uso de bens públicos para reforçar o capital do BRB, em decisão que atendeu a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.


