Giovanna Antonelli, atriz e empresária, comentou sobre seus novos projetos, incluindo os filmes Rio de Sangue e Garota, além da continuação da novela Beleza Fatal, disponível no streaming HBO Max.
Em relação às suas novas personagens femininas, Antonelli destacou que elas revelam um novo tipo de força. A personagem de Rio de Sangue é uma policial que não se apresenta como heroína, mas como uma mulher marcada pelo erro, pela culpa e pela sobrevivência. Já a Elvira, de Beleza Fatal, possui camadas e tensão em um universo ainda a ser explorado. Em Garota, surge uma mulher em transição, enfrentando mudanças profundas e reinvenção.
A atriz afirmou que atualmente se interessa menos pelo controle e mais pela vulnerabilidade como potência das personagens. Ela refletiu sobre a evolução do conceito de força em suas atuações, afirmando que antes a força vinha do domínio, enquanto agora ela provém da resistência. As mulheres que interpreta não buscam agradar ou ser admiradas, mas sim sobreviver e se reconstruir.
Antonelli também falou sobre seu projeto ELAS, um encontro de imersão focado em empreendedorismo e empoderamento feminino. Ela explicou que o evento nasceu da escuta e da percepção de que muitas mulheres potentes se sentem travadas, esperando o momento ideal para agir. O ELAS visa provocar essa virada, ajudando as mulheres a retomar o controle de suas vidas e ocupar espaço sem se diminuir.
A atriz recordou o impacto que teve sobre as mulheres com a personagem Jade, de O Clone (2001), que se tornou uma referência. Ela destacou que Jade transcendeu a estética, tornando-se um comportamento e uma identidade. O público não queria apenas o visual, mas o que aquela mulher representava.
Aos 50 anos, Giovanna se vê mais livre e consciente, sem negociar sua paz. Ela não busca mais o auge, mas sim o movimento. Para ela, empoderar outras mulheres envolve decisões e escolhas, e seu desejo é ajudar as mulheres a se autorizarem e se empoderarem. ‘Parei de tentar provar meu valor’, concluiu.


