Goiânia já registrou 12 acidentes por picadas de serpentes entre janeiro e abril de 2026. Esse número representa quase metade das 26 ocorrências contabilizadas durante todo o ano de 2025, conforme informou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A maior incidência de casos é da espécie jararaca. Das 12 vítimas, seis são do sexo masculino e seis do feminino. A faixa etária mais afetada concentra-se entre adultos de 40 a 59 anos, grupo que lidera a série histórica de acidentes com cobras na capital.
Em entrevista, o assessor técnico da SMS, Frank Cardoso, destacou que “todas as picadas de cobras chegaram ao conhecimento da rede de saúde do município”. Ele ressaltou que “essas ocorrências ocorrem em sua maioria, por incrível que pareça, na zona urbana e não tanto na zona rural do município”.
Cardoso apontou múltiplas causas para esse fenômeno. “Nós não podemos direcionar somente ao avanço urbano para o lado da área rural. Nós também temos que pensar na densidade populacional, então nós temos uma região com mais pessoas e que fica mais exposta ao acontecimento de acidentes.”
O ranking das serpentes que mais atacam em Goiânia é liderado pela jararaca, seguida por cobras não peçonhentas. Em menor número, aparecem as cobras cascavéis e corais verdadeiras. Sobre os dados de 2026, o assessor admitiu que não possui a discriminação exata entre casos com ou sem veneno.
Em caso de picada, a orientação da SMS é identificar o animal, se possível com uma foto, e seguir com urgência para a unidade de saúde mais próxima. “Nós orientamos que, naquele primeiro momento, ocorra somente o afastamento do local, a higienização com água e sabão, e a busca pela unidade de saúde”, reforçou Frank Cardoso.
Goiânia conta com 11 unidades de pronto-atendimento (UPAs) preparadas para o primeiro atendimento. O grande ponto de referência no estado é o Hospital de Doenças Tropicais (HDT), que cuida dos casos de acidentes com animais peçonhentos. O fluxo recomendado é que a vítima procure a UPA mais próxima para receber os primeiros cuidados.
Se houver necessidade de transporte por ambulância, a Secretaria de Saúde pode disponibilizar o veículo, mas apenas “quando o paciente estiver em uma condição de saúde muito deteriorada, que não é o padrão, não é o comum de acontecer.” Frank afirmou que “no município de Goiânia, nós não tivemos nenhuma morte registrada, até porque as pessoas já têm o hábito de buscar pela unidade de saúde com rapidez”. Ele concluiu que “os casos costumam chegar entre uma hora e três horas do acidente, então é um prazo muito adequado para que se ocorra o tratamento e a reversão total dos sintomas e, principalmente, a não degradação do caso.”

