No sábado, 18 de abril de 2026, o desembargador e governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, publicou uma lista com 93 exonerações de cargos públicos.
Os cargos estavam vinculados à Secretaria de Governo e à Casa Civil, sendo ocupados, em parte, por servidores que disputaram cargos na câmara municipal em cidades do interior, mas não foram eleitos e foram designados para funções distantes de suas residências.
Com as novas exonerações, o total de servidores comissionados exonerados sobe para 552, uma vez que Couto já havia exonerado 459 anteriormente. O governo planeja continuar a reestruturação, mirando funcionários que não estão em atividade, conhecidos como “fantasmas”, com a meta de economizar cerca de R$ 10 milhões.
A estrutura administrativa do governo fluminense também passa por reformas. Três subsecretarias da Casa Civil foram extintas: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. A expectativa é que a Subsecretaria-Geral seja reinstaurada.
Nos últimos 20 dias, Couto nomeou nove gestores para áreas estratégicas e iniciou uma ampla auditoria dos órgãos do Executivo do estado. Mais de 6.700 contratos ativos serão revisados, totalizando aproximadamente R$ 81 bilhões.
O pacote de medidas é classificado pelo governo como um “choque de transparência”. Couto assumiu o governo em 23 de março, após a renúncia de Cláudio Castro (PL), uma manobra do ex-governador para evitar a cassação e manter a possibilidade de disputar uma vaga no Senado.

