O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, publicou na edição extra do Diário Oficial, nesta segunda-feira (20), uma nova lista de exonerações com mais 94 nomes. Os cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador.
Com as demissões anunciadas neste sábado, o total de exonerações chega a 638. A estimativa do governo é economizar cerca de R$ 10 milhões por mês com essa medida. Segundo apuração, os atingidos incluem servidores que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e acabaram designados para funções em localidades distantes de onde residem.
O g1 apurou que o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores, e a previsão é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”.
O plano também prevê mudanças na estrutura administrativa, incluindo a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil. O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira (14). Ambos são procuradores do estado.
As exonerações dos 459 comissionados foram publicadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. As medidas são resultado de auditorias que vêm sendo realizadas nas duas secretarias. Na edição desta sexta, o governo também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, Subsecretaria de Gastronomia e Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.
Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, até a noite de quinta-feira (16), Couto nomeou nove gestores para áreas estratégicas do governo. Entre eles estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae.
Além das mudanças administrativas, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais. A análise prevê revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. Segundo o governo, as medidas fazem parte de um pacote classificado como um “choque de transparência”, com o objetivo de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos.


