O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exonerou 94 funcionários de cargos vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. A decisão foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial na segunda-feira, 20 de abril de 2026.
No total, Couto já promoveu mudanças em 638 cargos, com o objetivo de economizar cerca de R$ 10 milhões por mês. Entre os funcionários atingidos estão aqueles que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, mas não foram eleitos, e que foram designados para funções em localidades distantes de onde residem.
A prática de candidatar-se a cargos eletivos sem concorrer efetivamente é comum entre funcionários públicos em funções de chefia, que precisam se afastar de suas funções, mas continuam sendo remunerados. As exonerações também visam eliminar funcionários fantasmas.
Ricardo Couto se reuniu com o ex-governador Claudio Castro (PL) para informar sobre as medidas, ressaltando que não havia “nada de pessoal nas escolhas” e que o objetivo era “promover um choque de gestão e transparência”. Estima-se que cerca de 1,6 mil funcionários sejam afetados pelas mudanças.
O governador interino extinguiu três subsecretarias da Casa Civil: Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Além disso, ele determinou a realização de uma auditoria no Executivo estadual, que incluirá empresas estatais. Quase 7 mil contratos, totalizando R$ 81 bilhões, devem ser analisados.
Atualmente, Couto, que assumiu o cargo devido a uma dupla vacância, nomeou oito novos auxiliares, a maioria oriunda do Ministério Público e do Poder Judiciário, para auxiliá-lo na administração do estado. O futuro da administração até o fim do ano ainda será definido pelo STF, que decidirá se haverá nova eleição, se será direta ou indireta, ou se o novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Douglas Ruas (PL), entrará na linha sucessória.


