O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou nesta quarta-feira (1º) uma meta de redução de 0,5% nas emissões de gases de efeito estufa no mercado de gás natural em 2026.
A proposta abre espaço para a ampliação do uso do biometano, impactando diretamente o setor agropecuário, que concentra a principal oferta de matéria-prima para o combustível, como dejetos da pecuária e resíduos agrícolas.
A medida também atende parte do pleito do setor de fertilizantes, que utiliza o insumo para produzir a matéria-prima. A meta vale para produtores e importadores de gás natural e faz parte da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas progressivas de descarbonização para o setor.
A decisão cria um sinal inicial de demanda para o biometano, embora em ritmo gradual. O percentual definido ficou abaixo do piso legal de 1%, devido à limitação atual da oferta do combustível no país.
Atualmente, o Brasil conta com 19 plantas autorizadas para produção de biometano e outras 37 em processo de autorização, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).


