O governo federal ainda busca a adesão unânime dos 26 estados e do Distrito Federal ao programa de subvenção do diesel importado, uma semana após a proposta ser apresentada em São Paulo.
Na reunião, o Ministério da Fazenda apresentou a proposta como uma medida para conter a alta no preço do combustível. De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), mais de 80% dos estados já sinalizaram positivamente à proposta.
Nesta quinta-feira (2), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), informou que mais de 90% dos governadores já manifestaram ao Ministério da Fazenda a intenção de aderir à subvenção do diesel. Ele destacou que os estados do Rio de Janeiro e Rondônia ainda não responderam.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo está próximo de alcançar 100% de adesão dos estados à subvenção. O sentimento dentro do governo é de que a unanimidade será alcançada em breve.
Fontes indicam que o programa pode começar com alguns estados fora da subvenção, mas que estes devem aderir posteriormente. O Rio de Janeiro enfrenta uma situação de indefinição política, após a renúncia do governador Claudio Castro, que deve concorrer ao Senado.
Além disso, o texto da Medida Provisória (MP) está pronto para publicação, mas a edição foi adiada para a próxima semana devido à ausência do presidente Lula (PT) em Brasília. A medida prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro do diesel importado, com o custo do subsídio dividido igualmente entre a União e os estados.


