O governo de Cuba anunciou na quinta-feira (2) a aprovação do indulto de 2.010 presos. A decisão foi classificada como um ‘gesto solidário humanitário e soberano’ e está relacionada às celebrações da Semana Santa.
O comunicado do governo cubano destacou que a decisão foi baseada em uma análise cuidadosa das características dos crimes cometidos pelos sentenciados, da boa conduta mantida na prisão, do cumprimento de uma parte significativa da pena e do estado de saúde dos presos.
Entre os indultados, estão jovens, mulheres, idosos com mais de 60 anos, aqueles que estão próximos de obter a liberdade antecipada e cidadãos cubanos residentes no exterior. No entanto, foram excluídos do indulto indivíduos que cometeram crimes graves, como agressão sexual, homicídio, tráfico de drogas e corrupção de menores.
Este é o quinto indulto realizado pelo governo cubano desde 2011, totalizando mais de 11 mil beneficiados. A atual liberação é a segunda do ano, seguindo a prática habitual do sistema de justiça penal cubano durante as celebrações religiosas.
Em 12 de março, o governo havia anunciado a libertação de 51 presos que mantiveram boa conduta e cumpriram parte de suas penas, em um gesto de boa vontade nas relações com o Vaticano. Desde então, 24 presos políticos foram libertados, muitos dos quais participaram dos protestos de 11 de julho de 2021 e cumpriam penas de seis a 18 anos por crimes como desordens públicas e desacato.
As primeiras libertações coincidiram com o anúncio de um diálogo entre Cuba e representantes dos Estados Unidos, embora o governo cubano não tenha relacionado as duas questões.

