O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, anunciou que o governo federal está preparando novas medidas para evitar o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis no Brasil. A declaração foi feita na manhã desta quinta-feira (16) durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.
Guimarães não forneceu detalhes sobre as medidas, mas afirmou que o assunto está sendo discutido pela Casa Civil e pela equipe econômica. Ele destacou que o governo está elaborando ações para evitar que os tributos afetem os consumidores. “O governo está trabalhando, não é fácil isso porque a economia é uma economia globalizada e tem impacto no diesel, na gasolina, enfim. Nos próximos dias o governo deve anunciar mais medidas sobre isso”, disse o ministro.
O ministro também mencionou que as medidas já implementadas são “insuficientes” para lidar com os efeitos da guerra. Ele ressaltou a necessidade de cuidar do endividamento das famílias brasileiras, um tema que será discutido mais a fundo internamente. Guimarães defendeu, se necessário, o aumento do endividamento do país para “salvar a economia popular”.
““Na minha opinião, se tiver que aumentar o endividamento do país, tem que fazer para salvar a economia popular. Tem que fazer. Porque o Trump anuncia: ‘vai essa semana, tem a negociação, abre o estreito [de Ormuz], não abre, fecha’, então, ninguém sabe se essa guerra vai até o final do ano ou não.””
Ele afirmou que o governo está trabalhando com a hipótese de que a situação se prolongue por dois meses e que as medidas estão sendo tomadas nesse sentido, como a redução do ICMS nos estados. “Infelizmente, uma guerra que nós não temos nada a ver com ela, apenas estamos pagando caro pela existência dela”, completou.
Guimarães também comentou sobre o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, afirmando que o governo “não vai praticar nenhuma atitude irresponsável”. “O governo vai continuar no mesmo caminho de responsabilidade fiscal e responsabilidade social”, declarou.
Além disso, o ministro mencionou que a gestão deve tomar medidas em relação às empresas de apostas online, considerando que elas contribuem para o endividamento crescente das famílias. “Se tributasse, já era um grande passo, na minha opinião”, afirmou.
Guimarães ainda se mostrou favorável à eventual revogação da chamada “taxa das blusinhas”, imposta pelo governo Lula, considerando-a um dos principais fatores de desgaste da atual gestão. “Quando essa matéria foi votada, eu achava que não deveria ser aprovada. Para mim foi um dos elementos mais fortes de desgaste do governo. Se governo decidirem revogar, acho uma boa.”


