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Governo de SP cria comitê permanente para combater a violência contra a mulher

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de abril de 2026 13:12
Amanda Rocha
Tempo: 5 min.

O Governo de São Paulo instituiu o Comitê Permanente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher com o objetivo de fortalecer a articulação entre diferentes órgãos e aprimorar as políticas públicas voltadas à proteção das vítimas. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (10) por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o novo comitê será composto por integrantes do Núcleo Estratégico Interdisciplinar do SP Mulher e demais membros do governo paulista, além de representantes do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da sociedade civil. A proposta é reunir especialistas e instituições para analisar dados, propor soluções e monitorar ações de enfrentamento à violência doméstica e familiar.

O SP Mulher é um programa da Secretaria da Segurança Pública, criado em 2023, para tratar de todos os assuntos envolvendo violência doméstica. Seu Núcleo Estratégico Interdisciplinar é composto por policiais civis, militares e técnico-científicos e representantes da Secretaria de Políticas para a Mulher.

““A instituição deste comitê representa um avanço decisivo na forma como enfrentamos a violência contra a mulher em São Paulo. Estamos integrando inteligência, tecnologia e atuação conjunta entre as instituições para garantir respostas mais rápidas, proteção efetiva às vítimas e responsabilização dos agressores. É uma política pública estruturada, baseada em dados e focada em salvar vidas”, disse o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.”

A iniciativa está alinhada ao SP Por Todas, movimento do Governo de São Paulo que reúne iniciativas de prevenção, acolhimento e autonomia feminina. A secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Sampaio Liporoni, afirmou:

““Quando uma mulher procura ajuda, é dever do Estado responder de forma organizada, acolhedora e efetiva. Com essa articulação, avançamos para garantir que nenhuma mulher esteja sozinha, ampliando o acesso à proteção, ao acolhimento e às ferramentas necessárias para romper o ciclo de violência.””

A medida faz parte de um pacote de ações anunciado no dia 30 de março para ampliar as políticas públicas de combate à violência contra a mulher. Entre os destaques estão a criação de 69 novas salas de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) nos próximos quatro meses, inclusão prioritária de órfãos de feminicídio no programa SuperAção SP, com acolhimento, apoio financeiro e suporte às famílias, e a criação de um Plano de Metas Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

A criação do colegiado ocorre em um contexto de ampliação das políticas públicas no estado. Desde a implantação do SP Mulher, houve um aumento significativo na estrutura de atendimento. As Delegacias de Defesa da Mulher com funcionamento 24 horas passaram de 11 unidades em 2022 para 18 em 2025. No mesmo período, as Salas DDM cresceram de 66 para 170, ampliando o acesso ao atendimento especializado.

Os dados indicam avanço na capacidade de acolhimento: o número de mulheres atendidas em casos de violência doméstica saltou de cerca de 96 mil, em 2022, para mais de 200 mil em 2025. A integração de sistemas e o uso de tecnologia têm sido apontados como fatores determinantes para esse crescimento, incluindo a criação das Cabines Lilás nos centros de operações da Polícia Militar e o aplicativo SP Mulher Segura.

De acordo com a portaria, o comitê terá como atribuições colaborar na formulação de estratégias, acompanhar a execução de políticas públicas, sugerir melhorias nos serviços e fortalecer a comunicação institucional das ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. A participação no comitê será considerada serviço público relevante e não será remunerada. A portaria já está em vigor a partir da data de sua publicação.

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