Em um hangar em uma área industrial próxima a uma rodovia e a um porto, embarcações de ataque não tripuladas aguardam instalação de motores e sistemas de alta tecnologia. Essas embarcações, construídas em sua maioria pelas forças especiais ucranianas, têm sido responsáveis por expulsar a frota russa do Mar Negro.
Com o atual confronto entre Israel e os EUA e o Irã, embarcações britânicas mais novas podem ser utilizadas em um possível conflito no Oriente Médio. A fábrica que produz essas embarcações pertence à empresa de defesa britânica Kraken, que este ano assinou um acordo para fornecer 20 barcos de ataque à Marinha Real Britânica, além de outros contratos com o Comando de Operações Especiais dos EUA.
Empresas de defesa, impulsionadas por capital de risco, estão surgindo globalmente, fornecendo não apenas embarcações autônomas, mas também uma variedade de sistemas não tripulados. A equipe da Kraken afirma que o sucesso recente dos ataques de drones no Golfo reforça a necessidade de as democracias ocidentais estarem preparadas para conflitos, minimizando suas baixas.
As Forças Armadas dos EUA utilizaram embarcações semelhantes em operações no Golfo e o Comando Central dos EUA tem testado embarcações não tripuladas ao longo da década. Nações europeias também aprimoraram suas tecnologias com a Força-Tarefa X-Baltic da Otan, focando no rastreamento de embarcações russas e na proteção de infraestruturas submarinas.
Essas embarcações podem operar de forma autônoma ou serem controladas remotamente via sistemas de comunicação por satélite. Elas têm capacidade para transportar armas, câmeras de vigilância e explosivos, podendo afundar navios de grande porte. O Irã já utilizou pelo menos duas dessas embarcações em ataques a navios comerciais, evidenciando a rápida evolução da guerra naval.


