A Globo, principal rede de televisão do Brasil, mantém jornalistas bem-informados em países da Europa e nos Estados Unidos. No entanto, a cobertura do Oriente Médio apresenta dificuldades, pois a emissora optou por não enviar seus melhores repórteres para regiões como Irã e Israel.
Os repórteres europeus e americanos da Globo têm se saído bem ao cobrir questões locais, mas a situação se complica quando precisam relatar eventos a milhares de quilômetros de suas bases. A emissora adotou o que é ironicamente chamado de “circuito Elizabeth Arden”, cobrindo os fatos do Oriente Médio a partir de cidades como Paris, Londres, Nova York, Roma e Washington.
Embora seja possível que alguns jornalistas tenham se oferecido para cobrir os conflitos diretamente, não há informações confirmadas sobre isso. Eventualmente, uma jornalista aparece de Tel Aviv, mas sem demonstrar disposição para entrevistar a população local. No Irã, não há repórteres da Globo, até que uma surpresa surge com a presença dos veteranos Caco Barcellos e Carlos de Lannoy, que relatam eventos diretamente das ruas.
Caco Barcellos e Carlos de Lannoy mostram as dificuldades enfrentadas pelos iranianos e israelenses, destacando o medo e o apoio a seus regimes. Barcellos menciona a resistência ao regime dos aiatolás, mas também o apoio religioso. Em Israel, apesar de alguma resistência ao governo, há uma forte coesão política.
Carlos de Lannoy relata ter ouvido alarmes em áreas atingidas por mísseis iranianos, refletindo sobre a necessidade de abrigo e proteção. A cobertura de guerras é, sem dúvida, perigosa, mas jornalistas de vários países, incluindo os Estados Unidos e a Europa, estão presentes nas zonas de conflito para noticiar os fatos de perto.
Esses profissionais enviam informações que são divulgadas em jornais e emissoras de televisão ao redor do mundo, ressaltando a importância de uma cobertura direta e corajosa.


