O hacker Walter Delgatti Neto deixou pela segunda vez a Penitenciária II ‘Dr. José Augusto Salgado’, conhecida como o ‘presídio dos famosos’, em Tremembé, no interior de São Paulo. Ele foi transferido para Potim nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026.
A transferência foi confirmada em um documento assinado pela chefia da divisão da P2 em Tremembé, que atestou a transferência de Delgatti para a ala de progressão penitenciária da P2 de Potim, também no Vale do Paraíba.
Essa é a segunda vez que o hacker é transferido para Potim. Ele chegou a Tremembé em fevereiro do ano passado, mas foi transferido para a P2 de Potim em dezembro. Em janeiro deste ano, ele retornou para o presídio em Tremembé e, agora, três meses depois, volta a Potim.
Delgatti cumpre pena no regime semiaberto. Ele foi condenado junto com a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
““A invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022”, afirmou a Procuradoria-Geral da República (PGR).”
Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena. Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes ‘assinada’ por ele mesmo.
Já Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato. Ela teve seu nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol, sendo acusada pela PGR de ser a mentora do crime.
Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já havia sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas na antiga Operação Lava Jato. Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade, pois ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.

