Um homem identificado como Antônio Carlos dos Santos Evangelista foi condenado pela Justiça a 34 anos e nove dias de prisão em regime fechado. A condenação ocorreu em razão de sua participação na execução de um paciente dentro do Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza.
O julgamento aconteceu no dia 18 de março de 2026. O crime foi cometido no dia 2 de março de 2025, quando Fernando Uchôa Júnior, de 32 anos, foi atacado por um adolescente de 16 anos, que disparou cinco tiros contra ele na presença de funcionários e pacientes do hospital.
Após o crime, o adolescente se entregou à polícia e foi apreendido por agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar que estavam no local. A arma utilizada no crime foi apreendida. O jovem já respondia por atos infracionais relacionados a tráfico de drogas e roubo.
Fernando Uchôa tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas, integrar organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo. O crime foi motivado por conflitos entre facções criminosas rivais e foi considerado premeditado com a ajuda de Antônio Carlos.
Investigações da Polícia Civil revelaram que Antônio Carlos fotografou o prontuário de outro paciente e repassou a informação ao adolescente, que se cadastrou no hospital como visitante. No dia do crime, Antônio Carlos se encontrou com o jovem nas escadas do IJF e entregou a arma usada no assassinato.
Os investigadores notaram que os familiares do adolescente já estavam do lado de fora do hospital, acompanhados de um advogado. Ao ser preso, Antônio Carlos alegou que foi obrigado pelo Comando Vermelho a entregar a arma, afirmando não saber que seria utilizada para matar Fernando Uchôa.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença condenou Antônio Carlos por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por utilizar recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele também foi sentenciado por integrar organização criminosa e por corrupção de menores, além de ter que pagar 190 dias-multa, calculados em um trigésimo do valor do salário mínimo vigente.
Um dia após o assassinato, o IJF voltou a utilizar detectores de metal em todas as entradas do hospital e aumentou o efetivo de guardas municipais e policiais militares na unidade, além de instalar mais de 300 câmeras e implantar um novo sistema de reconhecimento facial.

