O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, refletindo a cautela dos investidores antes do término do prazo dado pelos Estados Unidos para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que, caso contrário, o Irã será ‘destruído’. A possibilidade de uma escalada das tensões gera nervosismo no mercado.
Apesar das expectativas de uma resolução para o conflito, as negociações não avançam. Trump estabeleceu um prazo até as 21h (horário de Brasília) para que um acordo seja alcançado, o que provoca uma fuga para ativos seguros e maior cautela entre os investidores. O dólar mantém os ganhos e os preços do petróleo estão acima de US$ 110 o barril.
Por volta das 11h50, o Ibovespa registrava uma queda de 0,55%, alcançando 187.134,54 pontos. No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,36%, cotado a R$ 5,15 na venda. Thiago Pedroso, responsável pela área de renda variável da Criteria, comentou que o mercado entrou em ‘compasso de espera quase total’, com os investidores evitando riscos até que o prazo de Trump produza um acordo ou uma nova escalada de tensões. ‘Hoje, o mercado não está olhando para dado. Está olhando para o relógio’, afirmou.
O dólar é negociado próximo aos seus níveis mais altos em quase 11 meses, enquanto os investidores aguardam o prazo imposto pelos Estados Unidos para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. A guerra no Oriente Médio e o fechamento do estreito elevaram os preços da energia, levando os investidores a buscar o dólar como um porto seguro eficaz.
O Irã não demonstrou sinais de concordar com a exigência de Trump para abrir o estreito antes do prazo final. Chris Turner, chefe de pesquisa cambial do ING, disse: ‘Ninguém sabe se o prazo é outro surto de pressão maximalista da Casa Branca, mas até que haja notícias de um cessar-fogo, ou talvez um adiamento prolongado do prazo atual, é provável que o dólar permaneça em alta’.
O índice do dólar estava em 99,912, tendo atingido 100,64 na semana passada, a máxima desde maio de 2025. O iene caiu para 159,845 em relação ao dólar, próximo das mínimas de várias décadas. O euro subia a US$ 1,1569, enquanto os investidores precificavam três aumentos de juros pelo Banco Central Europeu até o final do ano, com autoridades do BCE reiterando que o banco central pode agir para controlar a inflação.

