As ilhas Baleares, incluindo Mallorca, Ibiza e Menorca, estão lidando com problemas de turismo excessivo e consideram a introdução de limites rigorosos no número de visitantes. Em 2025, as ilhas receberam mais de 19 milhões de turistas, o que aumentou a pressão sobre a habitação, infraestrutura e meio ambiente.
Políticos locais pedem um teto formal para as chegadas, limitando o número anual de visitantes a cerca de 17,8 milhões, alinhando-se aos níveis de 2023, para aliviar a pressão sobre os residentes. Em 2025, Mallorca recebeu aproximadamente 13,5 milhões de visitantes, enquanto Ibiza atraiu mais de 3 milhões e Menorca teve menos de um milhão.
Os cruzeiros também contribuem para o aumento do turismo, trazendo mais de um milhão de visitantes adicionais a cada ano, frequentemente não contabilizados nas cifras principais. Isso resulta em milhares de turistas chegando simultaneamente em portos como Palma e Ibiza Town.
A insatisfação dos residentes é evidente em Mallorca, onde milhares protestaram em junho de 2025 contra o crescimento do turismo, com cartazes que diziam: ‘Um turista a mais, um residente a menos’. As autoridades estão impondo limites rigorosos nas acomodações turísticas e combatendo aluguéis ilegais.
Ibiza enfrenta congestionamento significativo nas estradas e espaços naturais, levando a ilha a limitar o número de veículos durante a alta temporada. Especialistas em viagens observam que as redes sociais tornaram destinos como Ibiza mais populares, atraindo turistas que antes eram raros na região.
Menorca, frequentemente promovida como uma alternativa mais tranquila, implementou limites para evitar o mesmo ponto de ruptura. A organização ambiental GOB Menorca destaca que o aumento rápido de visitantes pode levar a superlotação e custos mais altos para os moradores locais.
Jordi Lippe-McGraw, especialista em viagens, comentou sobre o impacto das redes sociais: ‘Uma vez que um lugar se torna viral, ele pode ser inundado rapidamente com visitantes. É ótimo que as pessoas queiram explorar novos lugares, mas esses locais nem sempre estão preparados para lidar com essa atenção.’


