A Nasa está divulgando um fluxo contínuo de imagens impressionantes da Lua e da Terra feitas pelos astronautas na missão Artemis 2. As imagens, que atraem milhões de curtidas nas redes sociais, mostram os dois corpos celestes em ângulos incomuns e em alta definição.
Quatro astronautas estão embarcando em uma missão que os levará mais longe da Terra do que qualquer ser humano desde 1972. A Nasa busca o apoio do público americano à missão, transmitindo ao vivo a viagem de 10 dias, com atualizações frequentes em vídeo dos astronautas.
A agência informou que a tripulação ficou tão animada ao observar a Terra e a Lua que a janela da nave Orion ficou suja, e os astronautas receberam instruções de como limpá-la. Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe no espaço, com a espaçonave Orion contando com 32 câmeras e dispositivos.
Na sexta-feira, 3 de abril, a Nasa divulgou a imagem intitulada “Oi, Mundo”, feita pelo comandante Reid Wiseman. A imagem mostra duas auroras enquanto a Terra eclipsa o Sol, com Vênus brilhando na parte inferior. A Terra aparece de cabeça para baixo em comparação com mapas tradicionais.
Embora a imagem seja bela, não traz novidades do ponto de vista científico. A Nasa possui um satélite, o Deep Space Climate Observatory, que registra imagens da Terra a quase 1,6 milhão de quilômetros de distância, muito mais longe do que a Artemis 2.
No sábado, 4 de abril, a Nasa divulgou outra foto da bacia Orientale, uma enorme cratera no lado oculto da Lua. Essa imagem marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos, algo que nem mesmo os astronautas da Apollo conseguiram fazer.
Chris Lintott, professor de astrofísica da Universidade de Oxford, comentou que o valor das imagens da Artemis 2 é mais artístico do que científico. Ele destacou que exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua e que missões recentes, como a Chandrayaan-3 e a Chang’e-6, também capturaram imagens detalhadas da região.
“”A menos que algo muito incomum aconteça, não haverá nada para os astronautas [da Artemis 2] descobrirem”, disse Lintott.”
A Nasa enfatiza a importância científica da missão, mas também está em uma corrida espacial com outras nações, especialmente com a China. Uma missão Artemis 2 bem-sucedida indicaria que os EUA assumiram uma liderança decisiva.
Enquanto isso, a Nasa espera que a Artemis 2 produza um momento de impacto semelhante ao da famosa imagem Earthrise, registrada em 1968. A agência busca destacar seu valor em um momento em que operadores privados, como a SpaceX, estão elevando o nível.


