A ausência de movimentações nas cadeiras das comissões permanentes da Câmara dos Deputados após o fim da janela partidária tem gerado preocupação entre os parlamentares. A expectativa inicial era de que os partidos substituíssem deputados nos colegiados em razão de desfiliações, mas até o momento isso não ocorreu.
Embora pedidos de substituição tenham sido feitos, eles permanecem parados e não foram concretizados. Segundo fontes, todas as indicações e desligamentos nas comissões estão estacionados desde a semana passada. Ministros que deixaram seus cargos e retornaram aos mandatos não estão conseguindo ocupar essas posições, o que leva alguns a falarem em cerceamento da atividade parlamentar.
Antes do término da janela partidária, o presidente da Câmara, Hugo Motta, sugeriu que as legendas avaliassem as situações caso a caso, evitando alterações inconsequentes. Ele deixou claro que se tratava de um pedido, não de uma determinação.
Fontes do corpo técnico da Casa minimizaram a paralisação, argumentando que muitos deputados mudaram de partido e que é necessário aguardar as negociações políticas para definir quais alterações as legendas realmente desejam realizar. Nos bastidores, há suspeitas de que essa inércia possa estar relacionada às emendas parlamentares, uma vez que os recursos são distribuídos nas comissões conforme o tamanho das bancadas das siglas dentro dos colegiados.


