O coordenador do curso de Psicologia da Unaerp Guarujá, Paulo Guilherme Muniz, abordou o impacto da inteligência artificial (IA) na rotina de estudantes em todo o mundo. O uso de ferramentas de IA, que vão de resumos automáticos a redações completas, tem se tornado uma importante aliada, especialmente em períodos de alta exigência, como a preparação para o vestibular.
No entanto, Muniz alerta que o uso excessivo da IA pode trazer riscos ao desenvolvimento cognitivo e à autonomia dos jovens. Ele afirma:
““Há a possibilidade dos estudantes se tornarem mais passivos no processo de aprendizagem, se transferirem todo o processo para a IA e não utilizarem a crítica para fazer o contraponto das informações.””
A tecnologia pode otimizar o tempo e facilitar o acesso à informação, mas a falta de exercício mental pode tornar o aprendizado superficial. Muniz explica que
““o cérebro pode se acostumar com a falta de exercício mental. O processo de aprendizagem está diretamente ligado à memória, que depende da repetição e da elaboração das informações.””
Além disso, a confiabilidade das informações geradas por IA é uma preocupação. Muniz destaca que
““qualquer informação da inteligência artificial deve ser checada. As melhores ferramentas muitas vezes criam conteúdos falsos, e o estudante precisa ter senso crítico para identificar isso.””
Os especialistas defendem que o uso equilibrado da tecnologia é essencial. Muniz afirma que
““o uso saudável é aquele que auxilia na busca de informações e na otimização do tempo, mas sem substituir a análise e a elaboração do próprio pensamento.””
A inteligência artificial já faz parte da rotina dos estudantes e é fundamental encontrar um equilíbrio entre seu uso e o protagonismo no aprendizado. Muniz ressalta que
““as pessoas buscam conteúdos com opinião, experiência, vivência. A inteligência artificial não tem isso. Ela não substitui o toque humano.””
Com o vestibular da Unaerp Guarujá marcado para o dia 23 de maio, as inscrições vão até 17 de maio (online) e 20 de maio (presencial). O desenvolvimento de autonomia e senso crítico no uso da tecnologia pode ser decisivo na trajetória acadêmica e profissional dos estudantes.


