A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,88% em março de 2026. O aumento foi superior ao registrado em fevereiro, que foi de 0,70%, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (10).
O avanço do IPCA foi impulsionado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação e bebidas, que juntos representaram 76% do índice no período. A gasolina teve um aumento de 4,59%, contribuindo com 0,23 ponto percentual para a inflação, sendo o maior impacto individual.
Além da gasolina, as passagens aéreas apresentaram alta de 6,08%, e o diesel subiu 13,90%, embora tenha um peso menor no cálculo. No grupo de alimentação, produtos básicos como o leite longa vida e o tomate tiveram elevações significativas, com aumentos de 11,74% e 20,31%, respectivamente.
No acumulado do ano, a inflação atinge 1,92%, enquanto em 12 meses chega a 4,14%, superando os 3,81% observados anteriormente. Apesar da aceleração, o índice permanece próximo do teto da meta estabelecida.
Entre as regiões, Salvador registrou a maior alta, com 1,47%, impulsionada pelos preços da gasolina e das carnes. Por outro lado, Rio Branco teve a menor variação, com 0,37%, devido à queda nos preços da energia elétrica e das frutas. São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram inflação abaixo da média nacional, com 0,78%.
Além do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, avançou 0,91% em março, também indicando aceleração em relação ao mês anterior. O resultado destaca a pressão sobre itens essenciais e mantém a atenção sobre o cenário inflacionário, especialmente com o aumento dos preços dos alimentos e o impacto dos combustíveis na cadeia de preços.

