O Irã está preparando uma resposta às exigências dos Estados Unidos para o fim da guerra, conforme afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, em declaração à agência de notícias estatal iraniana IRNA.
Baghaei mencionou que a proposta dos EUA, que inclui uma lista de 15 exigências transmitidas a Teerã por meio do Paquistão, é “extremamente excessiva, incomum e ilógica”. Ele também destacou que o Irã possui uma “experiência muito amarga de negociação com os EUA”.
A Reuters informou que tanto o Irã quanto os EUA receberam uma proposta para o fim das hostilidades, que poderia ser implementada já nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026.
O site Axios relatou que os EUA, o Irã e mediadores regionais estão discutindo um possível cessar-fogo de 45 dias como parte de um acordo em duas fases que visaria o fim permanente da guerra. No entanto, Baghaei rejeitou a ideia de um cessar-fogo temporário, afirmando que isso permitiria que os adversários se preparassem para retomar os combates.
“Estamos pedindo o fim da guerra e a prevenção de sua repetição”, disse Baghaei. Ele acrescentou que quaisquer negociações diplomáticas são “absolutamente incompatíveis com ultimatos, crimes e ameaças de cometer crimes de guerra”, referindo-se à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz.
Em outra declaração, o porta-voz das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que, se os ataques contra alvos civis se repetirem, a retaliação do Irã será em uma escala muito maior, com perdas “várias vezes maiores”, conforme noticiado pela agência de notícias semioficial Tasnim.


