A irmã do mestre de capoeira Paulinho Sabiá, Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda, foi presa nesta quarta-feira (8) em Niterói, suspeita de ser a mandante do homicídio do capoeirista, ocorrido em fevereiro. A motivação do crime, segundo a Polícia Civil, seria financeira, após uma discussão entre Adriana e a namorada de Paulinho sobre o patrimônio da vítima.
O depoimento de Silmara Alencastro, namorada de Paulinho, revelou que a briga ocorreu no dia 23 de fevereiro, três dias após o enterro do capoeirista. Silmara estava na casa onde morava com Paulinho quando Adriana chegou, afirmando que ela deveria deixar o local.
O delegado Willians Batista, da Delegacia de Homicídios de Niterói, afirmou que a motivação do crime foi claramente financeira. Ele mencionou que Adriana já havia sido investigada anteriormente por um furto relacionado a valores que Paulinho guardava em casa e em seu estabelecimento.
““Foi uma motivação financeira. A Adriana já havia sido investigada anteriormente por um furto que a vítima [Paulinho] sofreu com relação a valores que ele tinha por hábito guardar”, disse o delegado.”
Adriana questionou repetidamente sobre os bens de Paulinho, que incluíam a casa da escola de capoeira, terrenos em Maricá, um carro, motos antigas e aplicações financeiras que totalizavam R$ 100 mil, além de dinheiro vivo. O delegado destacou que Adriana fez esforços para acessar o apartamento de Paulinho rapidamente, buscando os valores que ele guardava.
““A relação entre eles (Adriana e Paulinho Sabiá) teve episódios com questões envolvendo brigas, sobretudo por conta de dinheiro”, afirmou o delegado.”
Willians também lembrou que, dois dias antes do homicídio, Paulinho sofreu uma tentativa de homicídio em Icaraí, onde um homem apontou uma arma para ele, mas a arma falhou. Imagens de câmeras de segurança mostraram a moto utilizada pelos criminosos em ambos os casos.
As investigações indicaram que a irmã de Paulinho forneceu informações sobre a rotina dele. A análise do celular da vítima revelou que, momentos antes da tentativa de homicídio e do assassinato, Adriana ligou para Paulinho.
““A única pessoa que ele tinha passado exatamente o que ele ia fazer era a Adriana”, garantiu o delegado.”
A prisão de Adriana ocorreu após a detenção de Juan Nunes dos Santos, que pilotava a moto nas duas emboscadas a Paulinho e confirmou o envolvimento de Adriana.
O crime aconteceu quando Paulinho estava no banco do carona de um carro dirigido por sua namorada. Dois homens em uma moto se aproximaram e dispararam contra ele, que foi atingido por três tiros. Os criminosos fugiram após o ataque.
Na ocasião da morte, a irmã de Paulinho afirmou desconhecer desavenças do capoeirista, ressaltando que ele era uma pessoa especial e querido por todos.

