O Tocantins registrou 1.593 casos de picadas de serpentes entre 2024 e março de 2026, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO). Nos três primeiros meses de 2026, foram 200 ocorrências. As espécies mais frequentemente relacionadas aos acidentes são as jararacas e as cascavéis.
O aumento no número de acidentes está associado ao maior contato entre humanos e animais silvestres, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Em 2024, foram registrados 723 casos, enquanto em 2025 o número foi de 670.
O biólogo Lucas Elias Oliveira Borges explicou que as serpentes peçonhentas mais comuns no estado são as jararacas (gênero Bothrops) e as cascavéis (gênero Crotalus). Ele destacou que cerca de 70% dos acidentes com serpentes no Brasil envolvem jararacas. Embora haja registros de acidentes com a cobra coral verdadeira, esses são em menor número.
““Acontecem pouquíssimos casos com elas, mas essas cobras possuem camuflagem que as tornam imperceptíveis no ambiente, o que acaba provocando acidentes”, afirmou.”
O biólogo ressaltou a importância das serpentes no ecossistema, afirmando que elas controlam populações de outras espécies e mantêm o equilíbrio ecológico. No entanto, os acidentes podem ser graves e até fatais, especialmente para crianças e idosos.
Em caso de picada, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente.
““É necessário ir ao hospital mais próximo para receber o soro correto, já que cada espécie possui um tipo específico de veneno”, pontuou.”
A maioria dos acidentes ocorre na zona rural, enquanto nas áreas urbanas, os casos de picadas de escorpiões são mais comuns. As picadas de cobras geralmente acontecem nos pés e pernas, e em menor grau nas mãos.
As serpentes são frequentemente encontradas em ambientes naturais, como próximos a riachos e entre folhas no chão. Quando aparecem em áreas urbanas, tendem a se esconder em locais fechados e quentes. Em caso de acidente, a orientação é manter a calma, lavar o local com água e sabão, elevar o membro afetado, ingerir bastante água e buscar atendimento especializado. Medidas como perfurar o local da picada ou aplicar substâncias como café, açúcar ou querosene devem ser evitadas, pois podem agravar a situação.

