John Textor, presente no Estádio Nilton Santos para o jogo do Botafogo contra a Chapecoense nesta terça-feira (21), abordou a situação financeira do clube. O empresário apresentou algumas soluções para a crise e criticou o adiamento da Assembleia Geral Extraordinária, que estava marcada para a última segunda-feira.
Em entrevista à getv, Textor expressou sua determinação em ajudar o clube: “Prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube. Mas estou tentando colocar o meu dinheiro aqui há muito tempo. Se eu não consigo fazer isso legalmente e outra pessoa quiser pagar… Criamos um projeto, vivemos um sonho, mas queremos ganhar mais e o clube precisa de dinheiro. Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre Botafogo”.
O empresário americano formalizou uma proposta de investimento de US$ 25 milhões, equivalente a cerca de R$ 127 milhões. O aporte seria feito na modalidade de equity, permitindo a entrada direta de capital no caixa da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo por meio da emissão de novas ações.
Atualmente, o Botafogo, representado pelo clube social, mantém 10% de participação na SAF. Como acionista minoritário, o clube possui poder de veto em questões estruturais, sendo responsável por aprovar alterações na composição acionária ou a emissão de novos papéis, processos que ainda não foram oficializados.
Textor também manifestou insatisfação com a lentidão do processo e pediu maior transparência nas negociações: “Chega de advogados, atividades nas sombras, pessoas trabalhando por baixo dos panos. Venha para a reunião, coloque suas opiniões de forma transparente, encerre a reunião, venha com capital e soluções ou saia do caminho. Eu fiz uma oferta de investimento de 25 milhões de dólares. Eu só posso colocar isso em forma de dívida, o que não é saudável. Eu pedi autorização para meu investimento de 25 milhões de dólares ser aprovado e queria votar isso. Se não for por mim, também pedi uma autorização para criar ações para atrair investidores externos”, justificou.

