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Juízes do STF reagem a críticas e defendem limites a CPIs

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de abril de 2026 08:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) expressaram surpresa ao se tornarem alvos frequentes de críticas durante a campanha eleitoral para as eleições de outubro de 2026. Embora a situação fosse previsível, os integrantes do tribunal parecem confusos em relação à realidade do discurso político.

A crise atual no STF não possui precedentes na história do tribunal e reflete um processo de liquefação política que se intensificou desde o final do século passado. A situação ganhou destaque nesta temporada eleitoral, especialmente após as revelações sobre a fraude financeira do Banco Master, que ocorreu silenciosamente nos últimos seis anos.

O relatório da CPI do Crime Organizado, do Senado, que sugeriu o indiciamento de juízes do STF e do procurador-geral da República por aparentes crimes de responsabilidade, gerou um conflito aberto entre o Supremo e o Congresso. O juiz Gilmar Mendes classificou o documento como “maledicências” e criticou o senador Alessandro Vieira (MDB-Sergipe) por tentar criminalizar o habeas corpus.

Gilmar Mendes também afirmou que houve uma “insólita tentativa de minar a independência judicial” e anunciou que o STF “tem um encontro marcado” com a limitação dos poderes das comissões parlamentares. Ele sugeriu que a Procuradoria-Geral da República inicie uma investigação contra o “abuso de autoridade” do senador Vieira, que propôs o indiciamento dele e dos juízes Alexandre de Moraes e José Antonio Dias Toffoli.

Toffoli, por sua vez, se manifestou veementemente e propôs a cassação do mandato do senador Vieira por suas críticas. Essa proposta foi rejeitada pela maioria da CPI. Toffoli justificou sua posição, afirmando que não se pode permitir que aqueles que atacam as instituições para obter votos fiquem impunes.

Com apenas seis meses até as eleições, a campanha ainda está em seus estágios iniciais e muitos candidatos ainda não estão definidos. O ex-governador cearense Ciro Gomes foi convidado pelo PSDB para concorrer à presidência da República, com prazo até 15 de agosto para decidir entre a candidatura ao Planalto ou ao governo do Ceará.

A única certeza até o momento é que o STF continuará sendo alvo de críticas por parte de candidatos e eleitores. Uma possível consequência para 2027 pode ser um debate legislativo sobre a reforma do Judiciário.

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