Começa hoje, 9 de abril de 2026, a partir das 11h, no 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, o julgamento dos acusados pelo assassinato do contraventor Fernando de Miranda Iggnacio.
O crime está relacionado à disputa pelo controle do jogo do bicho no estado. Iggnacio foi executado em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto, no Recreio dos Bandeirantes, ao retornar de sua casa de veraneio em Angra dos Reis, onde costumava passar os fins de semana.
Os réus que estarão diante do júri popular são Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro. A execução do crime foi ordenada por Rogério de Andrade, que controla o jogo do bicho e máquinas caça-níquel em Bangu, zona oeste da capital fluminense.
De acordo com a denúncia, no dia do crime, por volta das 9h, os quatro primeiros denunciados chegaram de automóvel. Três deles invadiram um terreno baldio que faz divisa com o heliporto, armados com pelo menos dois fuzis. Após aguardarem por cerca de quatro horas, Fernando Iggnacio desembarcou de seu helicóptero e foi atingido por três disparos, um deles na região da cabeça.
A denúncia também aponta que Marcio Araujo de Souza, responsável pela segurança pessoal de Rogério de Andrade, contratou os demais denunciados para executar o crime. A investigação revelou que Rodrigo das Neves e Ygor da Cruz já trabalharam como seguranças da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, cujo patrono é Rogério de Andrade.
Todos os seis foram denunciados por homicídio qualificado.


