O julgamento da maior chacina da história do Distrito Federal avança para o terceiro dia nesta quarta-feira (15). Os cinco réus, Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva, acompanham o processo algemados.
Os réus são acusados de assassinar 10 pessoas de uma mesma família entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. No primeiro dia do julgamento, foram ouvidas seis testemunhas. No segundo dia, 12 testemunhas e o delegado Ricardo Viana prestaram depoimento.
A chacina, que ocorreu na região do Paranoá, foi motivada pela disputa pela posse de uma chácara de 5,2 hectares, avaliada em R$ 2 milhões. A Polícia Civil já havia concluído que a disputa judicial pela propriedade foi um dos fatores que levaram ao crime.
O julgamento deve se estender pelos próximos dias, com a possibilidade de sessões até o fim de semana, se necessário. Detalhes da denúncia do Ministério Público e a cronologia das mortes estão disponíveis para consulta.
O caso ganhou notoriedade após o desaparecimento da cabeleireira Elizamar da Silva, de 39 anos, e seus três filhos, no dia 12 de janeiro de 2023. O veículo da família foi encontrado com quatro corpos queimados nas proximidades de Cristalina (GO).
Nos dias seguintes, outros membros da família de Thiago Gabriel Belchior, marido de Elizamar, também foram reportados como desaparecidos. O corpo de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, sogro de Elizamar, foi encontrado enterrado e esquartejado em Planaltina. No dia 17 de janeiro, os últimos três corpos foram identificados.


