Um júri americano decidiu na quarta-feira, 15 de abril de 2026, que a produtora Live Nation exerceu monopólio ilegal por meio de sua empresa de vendas Ticketmaster, violando leis federais e estaduais.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que as empresas são responsáveis por condutas anticompetitivas e prejudiciais à indústria musical, com cobranças excessivas aos consumidores.
O veredito foi anunciado após quatro dias de deliberações e as sanções podem levar à separação da Live Nation e da Ticketmaster.
O julgamento incluiu o depoimento do CEO da produtora, Michael Rapino, e abordou casos como a venda de ingressos da The Eras Tour, realizada pela cantora Taylor Swift entre 2022 e 2023.
A Ticketmaster, considerada a maior plataforma de venda de ingressos do mundo, ainda não se manifestou sobre o veredito, mas seus advogados informaram que uma nota será divulgada.
O processo civil acusa a Live Nation de usar sua influência para sufocar a concorrência, impedindo que casas de espetáculo trabalhem com mais de uma plataforma de venda de ingressos.
““Durante tempo demais, a Live Nation e a Ticketmaster têm se aproveitado dos fãs e dos artistas, aumentando os preços dos ingressos e sufocando qualquer concorrência que ameaçasse suas posições”, afirmou Letitia James, procuradora-geral do estado de Nova York.”
O júri estimou que os clientes foram vítimas de uma cobrança excessiva de 1,72 dólar por ingresso vendido como resultado desse monopólio, considerando o período de 2020 a 2024.
Na mesma quarta-feira, as ações da Live Nation encerraram em queda de 6,29% na Bolsa de Nova York.

