A Justiça de Belo Horizonte converteu em prisão preventiva o padrasto e a mãe de um bebê que chegou morto à UPA Oeste. O casal foi preso em flagrante na última quarta-feira, 8 de abril, e passou por audiência de custódia na tarde de sexta-feira, 10 de abril.
O bebê, de um ano e oito meses, foi levado à UPA pelo padrasto na noite de terça-feira, 7 de abril. A equipe médica constatou que a criança já estava morta há cerca de uma hora quando chegou à unidade, apresentando sinais de violência, como hematomas pelo corpo, sangramentos no nariz e na fralda, um olho roxo e desnutrição.
O padrasto, de 32 anos, informou à Polícia Militar que o bebê se engasgou ao ficar sozinho em casa. Ele alegou que saiu para visitar a mãe da criança, que estava em trabalho de parto em um hospital, e encontrou o enteado desacordado após deixá-lo desacompanhado por cerca de três horas.
Inicialmente, o homem foi levado à delegacia, ouvido e liberado. No entanto, ele e a mãe do menino, de 26 anos, foram presos no dia seguinte, após serem localizados no Instituto Médico Legal (IML) enquanto faziam o reconhecimento do corpo do bebê.
De acordo com a Polícia Civil, informações preliminares do IML indicaram que a vítima sofreu lesões incompatíveis com qualquer tipo de acidente. Os machucados sugeriam agressões constantes, e a possível causa do óbito foi uma hemorragia interna.

