A Justiça Federal decretou a prisão preventiva dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo na noite de 23 de abril de 2026, após um pedido da Polícia Federal. A decisão ocorreu poucas horas depois que o Superior Tribunal de Justiça havia determinado a soltura dos investigados.
Os dois artistas, conhecidos no cenário do funk, estão entre mais de 30 suspeitos investigados em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A 5ª Vara da Justiça Federal de Santos converteu a prisão temporária dos MCs e de outros 37 investigados em prisão preventiva.
Entre os outros envolvidos estão o empresário de Ryan SP, Chris Dias, e o empresário Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei. A Operação Narco Fluxo, que resultou nas prisões, ocorreu na semana anterior e abrangeu oito estados e o Distrito Federal.
A Polícia Federal informou que o grupo é acusado de lavagem de dinheiro proveniente de apostas clandestinas, tráfico de drogas e organizações criminosas. Durante a operação, foram apreendidos veículos avaliados em cerca de R$ 20 milhões, além de relógios de luxo, joias, dinheiro, celulares e armas.
O pedido de prisão preventiva foi justificado pela PF como necessário para garantir a ordem pública, dada a gravidade do caso e o volume de dinheiro envolvido. A polícia também destacou o risco de que os investigados continuassem a cometer crimes ou destruíssem provas se fossem soltos.
A defesa de Raphael Sousa Oliveira anunciou que irá recorrer da decisão, alegando que a prisão preventiva repete falhas já apontadas durante a prisão temporária. O Jornal Nacional não obteve retorno dos demais citados na reportagem.

