A justiça do Rio de Janeiro decidiu, na terça-feira (31), manter a prisão preventiva do modelo Bruno Krupp, réu por envolvimento em uma briga que deixou um homem desacordado na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro, em maio de 2025.
O incidente ocorreu enquanto Krupp deveria estar em casa, conforme um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça, relacionado a outro processo em que ele foi preso por atropelar e matar um adolescente na praia da Barra em 2022.
O juízo da 4ª Vara Criminal justificou a decisão de manter a prisão, afirmando: “Não confio, por ora, no comportamento do acusado com o respeito às decisões judiciais”. A defesa de Krupp havia solicitado a suspensão da prisão, alegando “excesso de prazo”.
A decisão também destacou a gravidade do crime, ocorrendo em um local público de notoriedade na cidade, o que poderia colocar em risco a ordem pública caso o acusado permanecesse em liberdade.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Krupp e mais cinco pessoas por sua participação na briga, que aconteceu na saída de um bar. Durante a confusão, um homem ficou desacordado e foi agredido com chutes e socos na cabeça.
Segundo a denúncia, Krupp teria incentivado as agressões, gritando para que seus amigos continuassem atacando as vítimas, mesmo após o homem ter desmaiado. Ele teria dito: “Mata ele. É os capetas. Mata o gorducho. Tem que matar. Tem que matar. É os capeta. Mata esse filho da P*”.
Um vídeo gravado por testemunhas mostra o homem desacordado no chão, sendo agredido por outro homem de camisa vermelha, que o chutou e golpeou a cabeça dele. O homem recebeu 22 pisões na cabeça, além de chutes no rosto e no corpo.
A defesa de Krupp afirmou que ele não fazia parte do grupo de agressores e que a verdadeira dinâmica do ocorrido será demonstrada nos autos do processo.
Além disso, Krupp também responde por atropelar um adolescente em janeiro de 2022, na orla da Barra da Tijuca. O adolescente, João Gabriel Cardim, de 16 anos, morreu horas depois do acidente.
De acordo com a Polícia Civil, Bruno estava pilotando uma moto sem habilitação. O acidente ocorreu por volta das 23h de um sábado na Avenida Lúcio Costa. O adolescente teve uma perna amputada na hora e, apesar de ter passado por cirurgia, não resistiu.
Bruno Krupp responde por homicídio com dolo eventual e irá a júri popular pelo crime. Ele já havia sido preso preventivamente no caso do atropelamento, mas foi solto mediante um habeas corpus. Contudo, foi alvo de um novo mandado de prisão por descumprir medidas cautelares ao se envolver na briga na Lagoa.


