A Justiça de São Paulo revogou a prisão preventiva do médico Bruno Toldo, de 45 anos, diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), investigado por violência doméstica. A decisão foi tomada após o médico descumprir uma medida protetiva ao retornar à casa da vítima poucas horas após ser intimado.
A prisão de Bruno Toldo havia sido decretada em fevereiro de 2026, com base na Lei Maria da Penha. Até a quarta-feira, 15 de abril, o mandado ainda constava no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas não estava mais disponível nesta quinta-feira, 16 de abril. O médico já retornou às suas atividades no hospital.
Segundo a decisão judicial, a revogação da prisão foi acompanhada da expedição de um alvará de soltura, embora Bruno não estivesse preso. As medidas protetivas em favor da vítima foram mantidas, incluindo a proibição de aproximação a menos de 100 metros e a restrição de contato por qualquer meio de comunicação. Além disso, foi suspensa a posse ou porte de armas do médico.
A defesa de Bruno Toldo afirmou que a decisão se baseou na falta de comprovação das alegações de invasão à residência da vítima no inquérito aberto para investigar a quebra da medida protetiva. A defesa não pode fornecer mais detalhes devido ao segredo de justiça.
A juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola, ao determinar a prisão, destacou que o comportamento do investigado demonstra uma “personalidade violenta” e que ele “reiteradamente pratica ameaças contra a vítima”, representando um risco à integridade física dela. A magistrada concluiu que outras medidas cautelares não seriam suficientes para proteger a mulher.
O processo continua em andamento na Justiça. A medida protetiva foi registrada em 23 de janeiro, e imagens da investigação mostram que Bruno Toldo retornou ao imóvel da vítima menos de três horas após ser intimado formalmente.
O Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci) informou que Bruno Toldo está afastado de suas funções no CHS.

