Um restaurante em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, foi furtado menos de 24 horas após ser atingido pela queda de um avião de pequeno porte. O crime ocorreu durante a troca da vigilância, que já havia sido reforçada, em um intervalo de menos de 20 minutos.
O proprietário do restaurante, Douglas Roos, informou que alguns itens que não foram completamente danificados estavam nos fundos do estabelecimento. Entre os objetos furtados estavam coifas, panelas e micro-ondas, além de pedaços da própria aeronave.
“”Levaram uma sacola de coisas, botaram nas costas e levaram embora. Isso nos deixou perplexos”, disse Roos. “Eles estavam tentando levar até os botijões de gás”, completou.”
Após o furto, a prefeitura local disponibilizou vigilância 24 horas no local do acidente. A polícia investiga o crime. O restaurante estava fechado no momento da queda do avião, pois estava sendo preparado para receber o público no feriado de Páscoa, mas a reabertura foi adiada.
O acidente resultou na morte de quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave. O restaurante, que opera desde 2014, serve buffet com cortes de churrasco durante o dia e rodízio de pizzas, sushi e porções à noite. Roos havia decidido não abrir o estabelecimento na Sexta-feira Santa para realizar pequenas reformas.
“”Há dois dias decidimos que não abriríamos na Sexta-feira Santa para o almoço, porque eu queria fazer umas pequenas reformas. Era para estar toda a equipe trabalhando. Minha família e mais seis ou sete colaboradores. Mais de dez pessoas poderiam estar no estabelecimento”, relatou o empresário.”
Apesar da destruição causada pela explosão e pelas chamas, Roos expressou gratidão pela segurança de sua família e colaboradores. “Livramento, agradecimento a Deus, porque a minha família e os meus colaboradores não estavam ali dentro no momento. Agora, é trabalhar para reconstruir”, avaliou.
Engenheiros avaliaram as casas vizinhas ao restaurante e, segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura não foi abalada. No entanto, os moradores foram aconselhados a deixar os imóveis temporariamente devido ao forte cheiro de querosene de aviação e fumaça.

