Uma autoridade do Líbano afirmou que o país não irá negociar “sob fogo” em resposta à proposta de Israel para iniciar “negociações diretas” com o intuito de encerrar as hostilidades. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quinta-feira (9) que ordenou a seu gabinete que iniciasse as negociações com o Líbano “o mais rápido possível”.
No entanto, uma fonte israelense informou que “não há cessar-fogo” e que as “conversas serão realizadas sob fogo”. O Ministério das Relações Exteriores do Líbano e o palácio presidencial não foram oficialmente notificados sobre o convite de Netanyahu para as negociações diretas.
O gabinete do presidente libanês, Joseph Aoun, não fez comentários quando questionado sobre as declarações de Netanyahu. Desde que os EUA e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas na terça-feira (7), Israel intensificou os ataques contra o Líbano.
No primeiro dia do cessar-fogo entre os EUA e o Irã, na quarta-feira (8), Israel realizou a maior onda de ataques contra o Líbano desde o início da guerra, resultando na morte de pelo menos 303 pessoas e ferindo 1.150, conforme informou o Ministério da Saúde do Líbano nesta quinta-feira.
Desde o início da escalada do conflito em março, pelo menos 1.888 pessoas foram mortas e 6.092 ficaram feridas, segundo dados do Ministério da Saúde.

