Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, enfrenta graves ferimentos que dificultam sua comunicação e exigem cirurgias plásticas. Ele perdeu um membro inferior e vive em um sistema de segurança restrito, onde as comunicações são feitas apenas por cartas seladas.
As informações foram confirmadas pelo New York Times, que relata que Khamenei está escondido e cercado por médicos, incluindo o presidente Massoud Pezeshkian e o ministro da Saúde, Mohammad-Reza Zafarghandi. Outros líderes políticos e militares não têm acesso a ele, temendo que revelem sua localização.
Os ferimentos e a vida clandestina limitam o exercício do poder de Khamenei, que é o detentor da palavra final em assuntos do país. Na prática, generais dos Guardas da Revolução Islâmica ocupam o vazio de poder. Não se sabe se Khamenei é quem escreve as declarações lidas em seu nome.
““Às vezes, o nosso pessoal acha que nós acabamos com eles. Não, nós não acabamos com eles, vocês precisam entender isso”, disse Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento.”
Apesar de seu passado como chefe da divisão de mísseis da Guarda Revolucionária, Ghalibaf alertou sobre a situação. Khamenei pode ter apoiado os generais na rejeição das propostas americanas para um acordo que trocaria urânio enriquecido por vantagens oferecidas por Donald Trump.
O impasse nas negociações persiste, com Trump aguardando uma resposta até domingo. O prazo de sessenta dias para notificar o Congresso sobre conflitos bélicos vence em 1º de maio, e senadores republicanos já afirmaram que não aprovarão a guerra sem a aprovação legislativa.
As comunicações de Khamenei são feitas por portadores, semelhante ao método utilizado por Osama Bin Laden. Especialistas sugerem que ele pode estar apenas informado sobre decisões já tomadas.
As chances de Trump romper a linha dura iraniana parecem baixas, e a intransigência pode ser suicida para os radicais iranianos. A capacidade de Khamenei de decidir o destino da nação está em dúvida.


