O governo federal enviou na quarta-feira (1°) uma mensagem ao Senado Federal oficializando a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A meta é conseguir a aprovação do nome ainda neste semestre, antes do período eleitoral.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União–AP), resiste à indicação de Messias, preferindo o nome de Rodrigo Pacheco (PSB), atual senador e pré-candidato ao governo de Minas Gerais. A resistência de Alcolumbre se intensificou após a escolha de Messias, que é de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
““Essa decisão causou uma fissura na relação com uma ala do Senado Federal ligada a Alcolumbre”, avaliou Matheus Teixeira.”
No final do ano passado, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otto Alencar (PSD-BA), chegou a marcar uma data para a sabatina de Messias, mas a previsão era de que não havia maioria em favor de seu nome naquele momento. O governo recuou e não enviou a mensagem presidencial, irritando Alcolumbre.
Agora, após quatro meses, o governo finalmente concluiu a etapa burocrática e enviou a mensagem ao Senado. Alcolumbre foi pego de surpresa e ficou irritado com o movimento do governo federal. A previsão é que Lula faça um corpo a corpo com os senadores e que a articulação política do Palácio do Planalto organize uma força-tarefa para aprovar Jorge Messias ainda neste semestre.
O governo busca evitar que a aprovação se misture com o período eleitoral e está preocupado com o cenário pós-eleições. Se o resultado das urnas não for favorável, a aprovação de Messias se tornaria ainda mais difícil.
““Se o presidente Lula, por exemplo, não vier a ganhar o pleito, o que está difícil agora ficaria ainda mais difícil”, analisou Teixeira.”


