O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em busca de um empresário para prender, um objetivo de campanha eleitoral definido há três semanas. A decisão ocorre em meio a um cenário de aumento nos preços do petróleo e derivados, que já impacta o bolso dos brasileiros.
A alta do petróleo, que superou 40% em um mês, preocupa Lula, especialmente pela repercussão nos preços dos alimentos. Para combater essa situação, ele mobilizou a Polícia Federal e os serviços de proteção ao consumidor. Em seus discursos, Lula tem ameaçado empresários do setor de combustíveis, afirmando:
““A minha ordem é ir para a estrada; é ir no posto de gasolina; é ir na distribuidora… Porque a Petrobras baixa o preço, mas não chega na bomba… Tem malandro no posto aumentando a gasolina e o etanol.””
Ele acrescentou:
““Tem muita gente mau-caráter neste país. Mesmo recebendo [subsídios estatais], tem aumentado os preços. Teremos de botar alguém na cadeia.””
A retórica de Lula influenciou as três maiores empresas privadas de distribuição de combustíveis, que decidiram se afastar do programa de subsídios governamentais. Essas empresas são responsáveis por quase 40% das importações de diesel, enquanto a Petrobras consegue atender apenas 70% do consumo nacional.
Na manhã de quarta-feira, 1º de abril, enquanto Lula fazia suas declarações sobre a prisão de empresários, a Petrobras anunciou um aumento de 55% nos preços do querosene de aviação. Essa medida resultou em uma inflação significativa nos custos das empresas aéreas, que já preveem a redução de serviços, com menos conexões em todo o país, além do aumento nos preços das passagens e do transporte de carga.
Lula optou por não comentar sobre os preços praticados pela Petrobras.

