O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido, na manhã desta sexta-feira, 24 de abril de 2026, a uma cirurgia para a retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo, no Hospital Sírio-Libanês. O procedimento, que já estava programado há cerca de um a dois meses, durou aproximadamente uma hora e ocorreu sem intercorrências.
De acordo com o cardiologista Roberto Kalil Filho, que acompanha o presidente, Lula deve receber alta ainda hoje, com recomendação de repouso relativo nos próximos dias, mas sem impacto esperado na agenda da próxima semana.
A dermatologista Cristina Abdalla, que acompanha o caso, explicou que o carcinoma basocelular é uma condição comum na prática clínica.
““É uma lesão de pele que cresce lentamente, mas, como não cicatriza, vai formando crostas sucessivas e precisa ser retirada. É localizada e não costuma se espalhar”,”
afirmou.
O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele e, em geral, também o menos agressivo. Ele se desenvolve principalmente em áreas expostas ao sol ao longo dos anos, como rosto, couro cabeludo e pescoço, e está fortemente associado à radiação ultravioleta. Costuma se manifestar como feridas que não cicatrizam, pequenas lesões que sangram ou formam crostas, nódulos brilhantes ou de aspecto perolado e manchas avermelhadas persistentes.
Embora seja classificado como maligno, o carcinoma basocelular costuma evoluir de forma lenta e, por isso, raramente apresenta metástase. Quando tratado precocemente, tem altas taxas de cura.
No caso do presidente, a lesão foi retirada por meio de cirurgia, seguida de biópsia, incluindo análise por congelação, cujo resultado deve ser divulgado nos próximos dias. Após o procedimento, permanece uma ferida operatória, com cicatrização estimada em cerca de um mês. Nesse período, os cuidados são básicos: curativo local, proteção solar rigorosa e uso de chapéu ou outras barreiras físicas. Não há necessidade de medicação específica.
A equipe médica também destacou que o quadro atual não tem relação com o acidente sofrido pelo presidente em 2024, quando escorregou no banheiro do Palácio da Alvorada e feriu a cabeça. Na ocasião, Lula apresentou um hematoma subdural e precisou ser submetido a cirurgia para drenagem.

