No dia 18 de abril de 2026, um soldado francês foi morto e outros três ficaram feridos em um ataque no sul do Líbano, enquanto realizavam a limpeza de uma estrada. O ataque, que as forças de paz da Unifil e autoridades francesas acreditam ter sido realizado pelo Hezbollah, ocorreu na vila de Ghandouriyeh.
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou o “ataque inaceitável” em conversas telefônicas com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam. Seu gabinete divulgou um comunicado sobre a condenação.
A Unifil informou que a ofensiva foi provavelmente realizada por atores não estatais, supostamente do Hezbollah, e que uma investigação foi iniciada sobre o que foi classificado como “um ataque deliberado”. Macron também destacou que as evidências até o momento apontam para o grupo armado apoiado pelo Irã e instou as autoridades libanesas a agirem contra os responsáveis.
A ministra das Forças Armadas da França, Catherine Vautrin, declarou que a patrulha francesa sofreu uma emboscada enquanto tentava abrir uma rota até um posto da Unifil que estava isolado devido aos combates na região. O soldado foi morto por disparos diretos de armas leves, conforme afirmou Vautrin.
O exército libanês também condenou o ataque e anunciou a abertura de uma investigação. O presidente Aoun expressou suas condolências e ordenou uma investigação imediata, enquanto o primeiro-ministro Salam também se manifestou contra a ofensiva.
A Unifil foi mobilizada pela primeira vez em 1978 e tem permanecido no Líbano durante diversos conflitos, incluindo a guerra de 2024, quando suas posições foram alvejadas repetidamente.

