O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou nesta quarta-feira (8) os ataques que descreveu como “indiscriminados” de Israel no Líbano.
Macron relatou que conversou com o presidente Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam, expressando a total solidariedade da França diante dos ataques mortais. Segundo Israel, os ataques tiveram como alvo mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Os ataques, conforme Macron, “representam uma ameaça direta à sustentabilidade do cessar-fogo que acaba de ser alcançado”. Ele acrescentou: “O Líbano deve estar totalmente incluído no acordo.” Em uma publicação no X, Macron disse: “I have just spoken with Lebanese President Joseph Aoun and Prime Minister Nawaf Salam. I expressed France’s full solidarity in the face of the indiscriminate strikes carried out by Israel in Lebanon today, which resulted in a very high number of civilian casualties.”
O presidente francês também mencionou que transmitiu uma mensagem semelhante ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Disse a ambos que a decisão de aceitar um cessar-fogo foi a melhor possível”, afirmou Macron.
Ele expressou sua esperança de que o cessar-fogo seja totalmente respeitado por todos os beligerantes, em todas as áreas de confronto, incluindo no Líbano. Esta, segundo ele, é uma condição necessária para que o cessar-fogo seja crível e duradouro.
Trump, por sua vez, comentou que os aliados da Otan “foram testados e falharam” quando ele lançou uma guerra com o Irã e não prestaram apoio aos Estados Unidos, conforme declaração divulgada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.


