A mãe de um bebê de um ano e oito meses, que morreu vítima de violência e maus-tratos, foi identificada como Laryssa Dayana Vidal Vieira, de 26 anos. Ela e o padrasto da criança, Guilherme Henrique Avelino Maia, de 32 anos, foram presos na quarta-feira (8), um dia após a morte do filho.
No depoimento à polícia, Laryssa inicialmente negou que a criança sofria maus-tratos. No entanto, após ser confrontada com provas, ela mudou sua versão e culpou o companheiro pela morte da criança. O delegado Matheus Moraes Marques, responsável pela investigação, afirmou que Laryssa tentou incriminar Guilherme. “No final do depoimento, após nós mostrarmos as evidências objetivas para ela, ela já mudou totalmente a versão, disse que o padrasto realmente batia, proferiu os dizeres que essa ‘desgr***’ tinha que morrer”, detalhou.
O delegado acrescentou que Laryssa não tomou nenhuma atitude para evitar o crime. “Ela também é responsável, não pelo homicídio, mas por toda a situação que desencadeou e que chegou nesse desfecho triste”, afirmou. Um dia antes da morte do bebê, Laryssa deu à luz ao terceiro filho, fruto do relacionamento com Guilherme.
Guilherme relatou aos policiais que deixou os dois enteados, incluindo a vítima, aos cuidados de um parente para visitar Laryssa na maternidade. Quando voltou, a criança já apresentava sinais de mal-estar. O delegado acredita que a criança tenha sofrido uma hemorragia interna devido a agressões durante o dia e que, ao chegar o padrasto, já apresentava sinais que antecederam a morte.
O outro filho de Laryssa foi recolhido pelo Conselho Tutelar, enquanto o recém-nascido está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sob acompanhamento. “Essas crianças não têm condições de ficar com essa mãe. Por mais que prender uma mãe que pariu no dia anterior seja uma situação, em tese, absurda, essa mãe não tinha preocupação nenhuma com os filhos”, concluiu o delegado.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que Guilherme será indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e/ou meio cruel, com agravante por se tratar de vítima menor de 14 anos. Laryssa foi autuada por maus-tratos qualificados pelo resultado morte por suspeita de conduta omissa diante dos fatos.


