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Mais duas famílias denunciam professor por estupro de vulnerável; número de vítimas sobe para 6

Amanda Rocha
Última atualização: 20 de abril de 2026 10:20
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Duas novas famílias registraram queixa na 39ª DP (Pavuna) contra Guilherme Henrique Terra Abrantes, professor de robótica no Centro Educacional Oliveira Souza, no Rio de Janeiro, por estupro de vulnerável. Com as novas denúncias, o total de vítimas sobe para seis, sendo a menor delas de 6 anos.

Abrantes foi preso na última sexta-feira, 17, em Campo Grande, após a tia de uma menina de 8 anos acusá-lo formalmente de abusar da sobrinha na sala de aula. As novas denúncias revelam um padrão de comportamento do professor, que utilizava atividades em sala para cometer os abusos.

Uma das vítimas, de 8 anos, relatou que a violência ocorreu durante um exercício, onde o professor tocou suas partes íntimas por dentro da roupa. No caso da menina de 6 anos, Abrantes teria lançado um dado em direção a ela e, ao buscar a peça, introduziu a mão por dentro da calcinha da criança, que reagiu com um beliscão, conforme relato da mãe.

As vítimas também informaram que o celular do professor estava com o flash ligado, indicando que as agressões poderiam estar sendo gravadas. Abrantes passou por audiência de custódia no domingo, 20, quando sua prisão foi convertida em preventiva.

As crianças passarão por oitivas, acompanhadas por psicólogas e assistentes sociais, para evitar a revitimização. Os depoimentos serão gravados e servirão como prova no processo.

O Centro Educacional Oliveira Souza suspendeu as aulas nesta segunda-feira e convocou uma reunião com os responsáveis para às 09h30, visando manter um diálogo transparente e informar que a escola está colaborando com as autoridades na apuração dos fatos.

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