O fluxo de capital estrangeiro para o Brasil não deve ser interrompido com as eleições presidenciais de 2026, independentemente do vencedor. Essa análise foi feita por Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos, durante entrevista ao Capital Insight.
Segundo Mello, existem dois cenários possíveis para o próximo governo. No primeiro, se o atual governante for reeleito, o fluxo de investimento estrangeiro deve continuar, embora dependa dos sinais em termos de política fiscal.
““Eu não considero que o incumbente vá por uma ruptura”,”
afirmou.
O executivo ressaltou que será necessário um ajuste fiscal, que deve ocorrer ou no atual governo ou no próximo.
““Vai ser necessário um ajuste fiscal e eu acho que vai acontecer ou neste governo ou em um novo que será eleito”,”
explicou.
No caso de um novo governante ser eleito em 2026, Mello acredita que haverá
““um apetite para uma intensidade de ortodoxia fiscal maior””
. Ele destacou que não se trata de direções diferentes para a economia, mas sim de intensidades distintas nas políticas adotadas.
““Eu não acho que a gente esteja falando de direções diferentes. A gente está falando de intensidade diferente”,”
ressaltou.
Mello concluiu que não há um cenário de ruptura em suas projeções, apenas variações na intensidade das políticas econômicas que precisarão ser monitoradas ao longo do tempo.


